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Caixa de Pandora
Desde: 25/10/2004      Publicadas: 28      Atualização: 22/11/2004

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 Café com letras
  08/11/2004
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Um mundo em quadrinhos
Terror, ação, amor, sexo, ecologia, lição de moral, aulas de mecânica e até jornalismo. Acreditem, tudo cabe nas histórias em quadrinhos.
Um mundo em quadrinhosAs histórias em quadrinhos, hoje tão comuns para a maioria das crianças, adolescentes e por que não? - adultos, têm suas origens nos desenhos rupestres, que eram feitos nas paredes de grutas pelos homens pré-históricos e contavam as aventuras de uma caçada, e também nos hieróglifos egípcios, onde a vida do faraó era contada por desenhos em baixo-relevo nas paredes. Mas, afinal, o que é uma história em quadrinhos? No site História em Quadrinhos encontramos a seguinte definição: arte de narrar uma história através de seqüências de imagens, desenhos ou figuras impressos. Falas e emoções ficam por conta dos balões, que representam as falas dos personagens e legendas, necessárias ao roteiro.

Os quadrinhos começaram a ser produzidos em 1827 com o artista suíço Rudolf Töpffer, que é considerado um dos maiores ilustradores do mundo, até hoje, com a criação do personagem Sr. Vieux-Bois. Além de Rudolf, podemos considerar, também, como pioneiros desta arte os artistas Henrique Fleiuss, que criou o Dr. Semana em 1861; Wilhelm Busch, alemão, que criou, em 1865, Max e Moritz, duas crianças endiabradas, e Christophe, artista francês que criou A família Fenouillar em 1895. Porém, foi com o artista americano Richard Fenton Outcault que os balões de falas são introduzidos nas histórias de Yellow Kid, em 1895.

A época de ouro dos quadrinhos foi a década de 30, logo após a quebra da Bolsa de Nova York, quando os heróis ganham espaço. Dick Tracy, Super-homem e Flash Gordon foram alguns personagens famosos, que surgiram nestes anos de ouro. A malícia feminina, também, ganhou destaque na década de 30, nos traços da pequena Betty Boop, do americano Max Fleischer. Com um jeito ingênuo e atitudes devassas, Betty arrebatou corações.

Atualmente, com o advento da internet, uma nova geração de leitores surgiu, exigindo traços mais limpos e menos detalhistas. Os mangas (pronuncia-se mangás), histórias em quadrinhos japoneses, vieram suprir esta necessidade. Com personagens de olhos grandes e expressivos que demonstram emoções, roteiros dinâmicos, de rápida leitura e muito movimento e ação, os mangas tomaram conta do mercado.

Diferente ocidente, que normalmente dirige suas publicações para o público infanto-juvenil, no Japão os mangas são dirigidos às mais variadas faixas etárias e para ambos os sexos. Segundo o roteirista Amauri de Paula, existem mangas culinários, profissionais, educacionais, entre outros. Os mais conhecidos no mundo, porém, são os de aventura, que tornaram famosos, por exemplo, personagens como Dragon Ball Z

Jornalismo em quadrinhos: um novo modelo de informação.

Apesar de soar estranho, é possível, sim, fazer jornalismo em quadrinhos. Quem nos mostra isso é jornalista Joe Sacco, o precursor desse gênero. Seu primeiro projeto longo nesta linha, Palestina, dá informações sobre a cultura palestina e é tão ou mais eficaz do que o texto jornalístico tradicional. Além de Palestina, Joe Sacco também escreveu Natal com Karadzic e Soba, ambos baseados nas viagens que o autor fez no período entre 1995 e 1996 na Bósnia.



O estilo ainda não é muito difundido e também sofre preconceitos. É o que conta a estudante de jornalismo Sabrina Federici. Cursando o 4.º período na Unileste, em Coronel Fabriciano, Minas Gerais. Sabrina desenhou, diagramou e editou, sozinha, a revista Sombra de uma infância, que foi aprovada pelo MEC.

A revista mostra como eram os velórios na Bahia, sob a visão das crianças e foi baseada em histórias contadas pelos parentes mais velhos da autora. A revista tem uma estrutura livre, com inserção de pensamentos dos personagens. A personagem principal, Pacotinha, que mantém a cabeça dentro de um saco de papel, representa uma jornalista que não quer se identificar.

Segundo Sabrina, ainda existe muita resistência a este tipo de jornalismo. Apesar de a revista ter aprovação do Ministério, até hoje a autora não conseguiu patrocínio. No brasil, a estudante fala que não conhece outras pessoas que trabalham com este tipo de jornalismo. No mundo, sua referência é o americano Joe Sacco.

Saiba mais...

* Universo HQ: neste site o usuário tem notícias sobre o que rola no mundo das HQ, o que rola no cinema, visualisa charges e histórias online e ainda pode visitar outros sites que tratam do assunto. Vale a pena conferir.

* Palestina:
Informações sobre o livro Palestina de Joe Sacco, o precursor do jornalismo em quadrinhos. Traz, ainda, a biografia do autor, um comentário do jornalista da Folha de S. Paulo, José Arbex e links para outros sites correlatos.


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